Araçuaí, em mais uma edição do projeto, é revelada por meio das fotografias, do audiovisual e das paisagens sonoras do Podcast, que trataram de revelar trechos da história, de patrimônios culturais, por meio de imagens e depoimentos das pessoas que o compõem. Jovens participantes das oficinas do projeto foram em busca da vida cotidiana e da memória, continuamente marcada pela presença dos quilombos, da Estação Ferroviária, do artesanato local, do Mercado Municipal, dos canoeiros e feirantes da região. Araçuaí é um berço de grandes artistas, comunidades e manifestações culturais geradas a partir do encontro das histórias de pertencimento.
Conheça um pouco mais sobre as personalidades que fazem parte do patrimônio cultural de Araçuaí
O Pod Kaiau nasceu na oficina de podcast, quando jovens escolheram contar as histórias sobre a enigmática vida de Luciana Teixeira. Mulher negra de posses da então Fazenda Boa Vista da Barra do Calhau, atual cidade de Araçuaí. Entre as pesquisas, calha-se o relato das páginas do registro de viagem do botânico francês Auguste de Saint-Hilaire, que descreveu seu pouso da na casa de Luciana Teixeira, de onde se tem informações sobre sua negritude e suas propriedades. Geralda Chaves Soares (PROFISSÃO, IDADE) e Ângela Gomes Freire (PROFISSÃO, 53 anos) entoam suas pesquisas levantando questões ainda não respondidas: “Era prostituta?”, “Era dona de canoas que agenciava?”… Pouco ainda se sabe sobre a mulher que desafiou a igreja na época com seu “barracão de mulheres”. Vale muito conferir essa história cheia de mistérios, que faz parte do imaginário da cidade e se torna também um patrimônio cultural de grande riqueza.
O Minidocumentário foi realizado por jovens da oficina de audiovisual, sob a condução da ministrante, diretora e cineasta Jenny Cardoso (Carambola Filmes). O processo contou com a escolha da estação ferroviária de Araçuaí, como ponto de partida das histórias e memórias conectadas pelo tempo de vida das pessoas entrevistadas. Ângela Gomes Freire e Pedro Rodrigues Freire, moradores da cidade, contam como tiveram suas vidas atravessadas pelas memórias da estação, quando ainda estava ativa e relembram fatos importantes desde sua construção e movimento de viajantes.
Araçuaí veio de canoa descendo o rio que lhe deu o nome. Parou ali bem à Nordeste de Minas, quase desembocando no rio Jequi. Mais um pouquinho ainda, e chegava no mar da Bahia de todos os santos. É uma cidade de uns 40 mil habitantes, de muitíssimas mangas, memórias, causos, crenças e bendições. É terra efervescente, de calor mesmo, e de arte e de luta. Vou parando a narração, pois melhores e mais fantásticas são as contações dos contadores que vieram de lá para ocupar essa página aqui.
Ouvir os nossos casos, conversas, tudo que já aconteceu na nossa história é muito importante pra gente preservar o nosso patrimônio e, claro, pra gente pensar também no nosso futuro. Por isso, os nossos jovens foram às ruas para ouvir muitas histórias e mostrar pra você que está ai do outro lado um pouco da cidade de Araçuaí.
Acessibilidade: Temos abaixo, uma versão com legenda descritiva:
E aí jovem?! Esse podcast é a fala da juventude pra juventude e também pra quem mais quiser ouvir. Essa produção traz reflexões sobre vivências da juventude com toda a energia que essa galera tem! Que maravilha que é ser jovem!
Acessibilidade: Temos abaixo, uma versão com legenda descritiva:
Nós estamos em Araçuaí, interior de Minas Gerais no nosso amado Vale do Jequitinhonha. Aqui, temos como uma das muitas tradições passar à frente os saberes e crenças do povo. Da oportunidade de dialogar sobre Patrimônio Cultural, brotou o nosso desejo de registrar algumas das histórias que são comuns ouvir por aqui. Principalmente nas comunidades rurais, desde cedo aprendemos com nossos ancestrais a fazer um chá, uma reza, uma simpatia, uma música, que sempre aliviaram as dores do corpo e da alma, uma vez que, por questões geográfica e sociais, o acesso aos recursos de saúde não era para todos. Compartilharemos aqui alguns dos causos, lendas e simpatias que escutamos nesses encontros. Versão com audiodescrição e legenda descritiva!
Araçuaí veio de canoa descendo o rio que lhe deu o nome. Parou ali bem à Nordeste de Minas, quase desembocando no rio Jequi. Mais um pouquinho ainda, e chegava no mar da Bahia de todos os santos. É uma cidade de uns 40 mil habitantes, de muitíssimas mangas, memórias, causos, crenças e bendições. É terra efervescente, de calor mesmo, e de arte e de luta. Vou parando a narração, pois melhores e mais fantásticas são as contações dos contadores que vieram de lá para ocupar essa página aqui.
Ouvir os nossos casos, conversas, tudo que já aconteceu na nossa história é muito importante pra gente preservar o nosso patrimônio e, claro, pra gente pensar também no nosso futuro. Por isso, os nossos jovens foram às ruas para ouvir muitas histórias e mostrar pra você que está ai do outro lado um pouco da cidade de Araçuaí.
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E aí jovem?! Esse podcast é a fala da juventude pra juventude e também pra quem mais quiser ouvir. Essa produção traz reflexões sobre vivências da juventude com toda a energia que essa galera tem! Que maravilha que é ser jovem!
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Nós estamos em Araçuaí, interior de Minas Gerais no nosso amado Vale do Jequitinhonha. Aqui, temos como uma das muitas tradições passar à frente os saberes e crenças do povo. Da oportunidade de dialogar sobre Patrimônio Cultural, brotou o nosso desejo de registrar algumas das histórias que são comuns ouvir por aqui. Principalmente nas comunidades rurais, desde cedo aprendemos com nossos ancestrais a fazer um chá, uma reza, uma simpatia, uma música, que sempre aliviaram as dores do corpo e da alma, uma vez que, por questões geográfica e sociais, o acesso aos recursos de saúde não era para todos. Compartilharemos aqui alguns dos causos, lendas e simpatias que escutamos nesses encontros. Versão com audiodescrição e legenda descritiva!
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